A úlcera péptica é uma lesão em forma de ferida de profundidade variável, situada na camada mais superficial (denominada mucosa) que reveste o tubo digestivo. Quando esta lesão se localiza no estômago denomina-se úlcera gástrica ao passo que quando se localiza na primeira porção do intestino delgado denomina-se úlcera duodenal. É uma doença frequente na Europa ocidental e afeta aproximadamente 5-10% da população em algum momento das suas vidas. Até há uns anos atrás considerava-se que uma produção excessiva de ácido clorídrico (ácido que em condições normais é produzido pelo estômago para ajudar a digestão dos alimentos) era o principal responsável pelas úlceras pépticas.(12) No entanto, hoje em dia, considera-se que a principal causa da origem da doença é a presença de um agente infecioso bacteriano denominado Helicobacter pylori. Esta bactéria infeta o estômago de uma elevada proporção da população mundial (mais de 50%), embora isso não signifique que estas pessoas tenham problemas digestivos ou que possam no futuro desenvolver uma úlcera péptica. Apenas 10-15% das pessoas infetadas por esta bactéria irão desenvolver ao longo da sua vida uma úlcera péptica no estômago e/ou no duodeno. Para além da infeção por H. pylori, o consumo de medicamentos da classe dos anti-inflamatórios não esteroides estão entre as principais causas das úlceras pépticas.(13,14)
Última atualização: Novembro 2021
C-ANPROM/PT/CORP/0228, November 2021